Ao assistirem uma campanha eleitoral que arrecadou $750 milhões usando diversas ferramentas online, a Internet tornou-se a menina dos olhos dos candidatáveis brasileiros. Embalada no hype do Obama, a Câmara aprovou o projeto de lei que autoriza o uso da Internet em campanhas eleitorais. Pelo projeto, é permitido fazer pleno uso das redes sociais para arrecadações e fica proibida a publicidade paga.

Já era meio óbvio, pelo menos para mim. Fiquei encanado com a proibição da Internet na última eleição para prefeitos. Eu numa agência digital, vendo todo o bafafá da campanha Obama, achava essa proibição sem nexo. Afinal são ferramentas que podem ajudar o candidato a expor seus ideais, permitindo uma comunicação direta com o eleitor. Eu e meu blá blá blá de agência.
Só depois da aprovação do projeto na Câmara, comecei a me perguntar: Até que ponto é realmente “bacana” o uso dessas ferramentas? Num país cuja corrupção é intrínseca ao ambiente político, será interessante que as digníssimas figuras públicas dominem mais esses mecanismos influenciadores? Além de camisetas, folhetinhos, comícios e horário político, agora eles invadirão meu Facebook atrás de dinheiro?
Fica fácil de prever o futuro. A lei é aprovada no senado. Profissionais de marketing político escolhem suas agências de mídias sociais. Surgirão os apoios políticos dos publicadores de conteúdo. Então virão os que são contra o apoio, obviamente pago. Então virão os publicadores defendendo-se, dizendo que não são influenciados por dinheiro e não venderam suas almas para a política. E começa a velha batalha do #mimimi.
Espero que isso seja uma moda passageira. Espero que aconteça tudo do jeito que tem que ser: os políticos não conseguirão aderir às ferramentas sociais por não compreenderem como elas funcionam. As agências falharão miseravelmente tentando vender suas magníficas campanhas online. E, para que eu possa dormir tranquilo, isso não passe de um grande investimento que foi para o lixo.
Eu não quero um Obama brasileiro.
12:30 em 10 de julho de 2009
O maior problema na minha opinião, serão as mensagens nos scraps, blogs e posts pagos.
Muitos políticos contratarão “proficionais de marqueting na interweb”, que farão toda uma estratégia de SPAM, ai quem vai se foder no português bem claro, é mais uma vez os brasileiros que terão seus blogs e scraps invadidos por mensagens de “voto no fulano”.
O Brasil está LONGE de estar preparado por isso, porque em primeiro lugar é um pais CORRUPTO e em segunda, política não faz parte de nossa vida, igual dos Americanos que madrugam para ir votar em seu candidato com ORGULHO. Então provavelmente faremos igual “banner blindness” e começaremos a ignorar este tipo de propaganda na internet.
20:50 em 11 de julho de 2009
bruno, você está perfeitamente colocado neste assunto…
como havíamos falado, os políticos já começaram a procurar por web-savvy people que aceite fazer parte da venda da web como plataforma de manipulcação de massa…
tornando as [já cansadas] redes sociais, em somente mais uma das vertentes habitadas pelo dinheiro de origram duvidosa, financiando algum tipo de ética pela web…
mas já tô vendo as agencias [como a tua] se oferecendo para gerarem “digital-top-of-mind” ou “valor digital agregado” ou qualquer outra besteira que venham a “neologizar” para parecer cool…
ah… nem sei mais o que digo sobre esse assunto… concordo contigo… deixa aí…
abrax://et
22:16 em 11 de julho de 2009
Na minha agência ainda não pintou nada de política, o que acho louvável. Mas como o mundo é uma caixinha de surpresas…
23:28 em 12 de julho de 2009
Brunão, faço algumas leituras sobre tudo isso:
- o case Obama deu certo principalmente porque o produto que a campanha estava vendendo era bom. E isso foi a sorte do mundo, pois talvez se o produto fosse ruim a campanha seria responsável por uma desgraça na cadeira mais importante do mundo;
- concordo com a questão colocada sobre políticos e redes sociais. Até que ponto é bacana os políticos entenderem e saberem manipular redes sociais? Principalmente sabendo como são nossos político…
- não acho que teremos inúmeros SPAMs em nossos blogs, perfis e emails. E se isso acontecer, penso que a culpa não será dos políticos e sim das agências, assim como já vemos por aí…
- acho que podemos ter outro Obama, mas no sentido de uma campanha bem executada como de fato foi. Mas penso que o produto não pode e não deve ser um político…
0:06 em 13 de julho de 2009
Cara…
Com ou sem ajuda da Internet, já temos um Obama brasileiro que já está em seu segundo mandato.
Uma campanha bem articulada, que passou a canequinha e arrecadou milhões, que foi chefiada por um publicitário de renome, que criou a imagem de um homem do povo que iria solucionar todos os problemas do país.
Alguém aí comentou que o brasileiro não é politizado, e isso é o maior problema. Com ou sem ajuda da Internet, veremos candidatos de mentirinha serem eleitos e reeleitos por um povo que se contenta com cesta básica.
Bom… c tá escrevendo cada vez melhor, mano.
Abraço.
10:30 em 31 de julho de 2009
Como já dizia Bertold Brecht :
Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis.
Quem diz que a política não faz parte da nossa vida, aproximasse bastante do perfil descrito por Brecht, quando ele fala sobre o analfabeto político.
Acredito que é nos sonhos que nascem os grandes líderes e as grandes realizações. Conheço o Obama brasileiro, nascido de um sonho, “made in Bel” (como ele costuma dizer) e tenho muito orgulho nisto. Claudio Henrique dos Anjos, um brasileiro autêntico, vindo de classe social humilde, que travou muitas batalhas e venceu pelos estudos. Formado em Tecnologia da Informação, tem como perfil buscar soluções nas mais diversas áreas. Autor de diversos projetos e, principalmente na área tecnológica, tem a exata consciência de que uma ferramenta poderosa como a internet deve, e precisa, ser utilizada de forma inteligente e em benefício comum.
Política é necessária sim, melhor que militemos nós, em vez de simplesmente entregá-la àqueles que buscam, apenas, benesses pessoais. Falta a alguns brasileiros de hoje a garra das grandes transformações, uma causa pela qual sonhar. Melhor que utilizemos a tecnologia em função de causas, enquanto os “desinteressados” fecham os olhos, e perdem a chance de ao menos sonhar. Porque quando os sonhos morrem, não há mais motivos para lutar.
16:10 em 6 de novembro de 2009
[...] Opinião: A hipocrisia sincera da sociedade Deus: Fundamentalismo Cristão. Calor: Atenção, O inferno Chegou! Opnião: Sonhei Deus: Que Deus é esse? Descolando uma bimbada: Oi, posso te conhecer? Tech/News: Alunos podem usar internet durante provas na Dinamarca! PdH:Por que muitos homens são reféns das mulheres? Não basta sem bom tem que ter QI:Contatos dizem tudo! É fácil ser mulher.:Mulheres passam fácil na faculdade. Politica na Internet:Eu não quero um novo Obama! [...]